Archive for the 'Filósofo' Category

05 de julho de 2010

a idade dos gênios

escrito por Ruppel, enquanto Filósofo

outro dia comentou-se que as pessoas têm seu auge até os 23 anos… mais tardar 26

e que as idéias revolucionárias nascem na juventude de seus autores

a discussão tendia desacreditar gênios adormecidos, como, quem sabe, eu…rs (ou mesmo vc, leitor)

confesso q é um pouco triste pensar q o auge físico chega tão cedo…enquanto temos muito a aprender

mas, naturalmente, muitas idéias revolucionárias podem, sim, ser publicadas por pessoas bem velhas

por mais que eu realmente tendo a concordar que o embrião dessas idéias esteve presente desde a juventude tenra de seus autores… ainda vejo a maturidade com o papel de dar um toque de clareza para o gênio identificar sua genialidade, ou seja:

posso até concordar que as idéias geniais nasçam até os 23 anos de seus autores, mas nada garante o momento em que essas idéias serão percebidas, publicadas e compartilhadas com a humanidade

17 de março de 2010

sobre mentiras

escrito por Ruppel, enquanto Filósofo

eu gosto de pensar que, a partir de um determinado momento na minha vida, eu nunca mais menti conscientemente

hoje, parando pra pensar no assunto, eu percebo que talvez nem sempre o mais ético seja dizer a verdade

pq, como diz o bordão, “a verdade dói”.

Por outro lado, a grande maioria das pessoas prefere ouvir a verdade, mesmo que doa. Só que isso não é suficiente para concluirmos que a verdade é sempre melhor.

Pq,  como humanos que somos, ao depararmos com uma situação na qual a verdade vai doer, acabamos titubeando em dizer a verdade. Nesses casos eu não sei dizer nem se eticamente há uma resposta certa.

Não considero a mentira uma opção. Mas e ocultar a verdade? Prefiro, no máximo, suavizá-la. Contar a verdade com sensibilidade, mas contar a verdade.

14 de março de 2010

a culpa é sua!

escrito por Ruppel, enquanto Filósofo

é muito fácil culpar as outras pessoas pelo que acontece com você. Eu, confesso, faço muito isso.

Mas, certa vez, li e concordo plenamente que “tudo de mal que lhe acontece é sua culpa!”. Não sei se é fácil para todo mundo ver isso, porque às vezes temos que ir bem fundo no tema para acharmos nossa culpa. Mas ela está lá.

talvez em casos bem específicos, como numa tragédia natural a gente possa dizer que foi o acaso. Mas em geral, quando é algo relacionado com a interação entre pessoas, a culpa é sempre toda sua!

12 de janeiro de 2010

sobre minorias no big brother

escrito por Ruppel, enquanto Filósofo

acabo de assistir a estréia do bbb10

eu, confesso, até que gosto um pouco do bbb. Acho que por estar vendo pessoas reais em uma situação diferente. Claro que muitas vezes o negócio é bem fútil mesmo. Mas costuma ser engraçado.

mas uma coisa chamou muita a atenção: tem muito viado!

de 7 homens, são 2 viados. Acho que é bem acima da proporção de viados no Brasil. Nada contra dar espaço às minorias, mas por quê apenas a minoria de viados tem espaço? Existem outras minorias: os orientais, os velhos, os gordos. E olha o absurdo que eu ia cometendo: ia incluir os negros entre as minorias ignoradas pelo BBB.

E óbvio, os negros são uma maioria ignorada pelo BBB. É verdade que entre os ricos os negros são minoria, então o mais correto seria dizer que os pobres são uma maioria ignorada pelo BBB.

Será que se algum participante faz essa ponderação durante o programa ele sofreria punições? Expulsão do BBB? Um processo jurídico (sustentado por algum contrato maléfico?)  Uma multa?

E de fato, qual seria a maior punição? Se houvesse uma punição explícita o tiro poderia sair pela culatra: a mídia faria barulho e o participante corajoso seria enaltecido.

O melhor seria ignorar o comentário. Não exibi-lo no horário nobre. E, de uma forma fria e calculista, forçar o público a não gostar do participante. Pegar frases fora do contexto. Criar sensacionalismo nessas frases. Encontrar incoerências entre coisas ditas. Enfim, essa seria a maior punição.

11 de outubro de 2008

estalos reclamatórios

escrito por Ruppel, enquanto Filósofo

com a minha volta aos metrôs de são paulo, percebi uma mania nas pessoas que chega a quase me incomodar.. não sei ao certo

são muitos os que se sentem incomodados no metrô e para expressar o descontentamento utilizam um recurso de nenhuma eficácia: estalos!

estalos feitos com a língua! é relativamente fácil fazer esse estalo e suponho que todo mundo um dia já o fez: pressione a sua língua contra o céu da boca e a mantenha enrigecida, em seguida puxe-a para baixo rapidamente. voilà! um pequeno estalo!

agora, o que me incomoda nesses estalos é o grito contido por trás deles. bando de pessoas sem atitude! está insatisfeito? então reclame! mas não fique fazendo estalos! é de ver essa impotência nos outros que eu fico um pouco incomodado, mas também nem tanto, afinal cada um cuide de sua vida e ainda existe um lado positivo nos estalos não virarem reclamações

isso pq o estalo é invariavelmente fruto de um incômodo injustificável, como, por exemplo, se incomodar com a indecisão de uma pessoa, que não sabe se desvia de você pela direita ou pela esquerda, conto isso pq vi exatamente essa situação acontecer

mas como ficar incomodado com alguém tentando desviar de vc e não sabendo se vai para a esquerda ou para a direita? não é natural isso acontecer dentro de um metrô com milhares de pessoas?

ficar incomodado com trombadas não propositais? ficar incomodado com alguém que usa mochila nas costas para subir escada rolante (já estando fora do vagão, cada um faz o que quiser, ou precisamos nos espremer inclusive na escada rolante?)

enfim… não gosto de ver todo esse incômodo por coisas tão bestas e muito menos ver que os incomodados se limitam a fazer um estalo com a língua (será que se limitam ao estalo pq sabem ser injustificável a reclamação?)

enfim, o “protesto” (longe disso) vêm com a sugestão do que considero certo: está incomodado? fale, tente resolver

26 de agosto de 2008

um pouco de choro

escrito por Ruppel, enquanto Filósofo

choro por emoção, mas não choro por tristeza

eu não queria que ficasse com ares poéticos, mas acho que é inevitável

eu me preocupava com a dificuldade em chorar, e assistindo ontem ao jô, ele disse a primeira frase desse post, com a qual eu me identifiquei completamente